Entrevista do mês – Castor Representações

Neste mês, a entrevista com o representante é dupla. Durante a Automec 2017, conversamos com Wilson Granzotto e José Mario Gasparini, da Castor Representações, de Ribeirão Preto. Um bate papo com boas histórias e cheio de emoção.

Há quanto tempo vocês estão com a Taranto?

Wilson Granzotto: Nós estamos desde o início das operações gerenciais  da Taranto no Brasil, em 1998.

O que vocês sentem de diferente de quando vocês começaram no setor de autopeças e hoje?

José Mario Gasparini: Mudou tudo. Desde a época do telex, lá em 1978, quando começamos, passando pelo fax, e hoje com a facilidade da internet. Só melhorou e a tecnologia de informação foi uma aliada nesse sentido.

Wilson Granzotto: São épocas distintas. A frota brasileira era mais restrita e a Taranto veio com tecnologia inovadora e conseguiu acompanhar a evolução do mercado com o desenvolvimento de novos produtos, em sincronia com a renovação da frota nacional, algo que muitas empresas de juntas não fizeram no país.

Como uma feira como a Automec auxilia no trabalho do representante?

Wilson Granzotto: A Automec acaba sendo o encontro de todos os clientes com os fornecedores. A nossa interveniência faz com que a gente consiga apresentar  o leque de produtos que às vezes não conseguimos mostrar em visitas. A feira é um momento é oportuno de aproximação entre o mercado.

José Mario Gasparini: É sem dúvidas uma vitrine e uma oportunidade muito boa de relacionamento e aproximação com o cliente.

Tem alguma história curiosa que marcou a trajetória de vocês?

Wilson Granzotto: Vou te contar uma história dessas idas e vindas da situação econômica que o Brasil sempre passou. Uma vez ouve um racionamento de combustível. Na época que começamos a trabalhar, muitas vezes os clientes nos atendiam fora de expediente, pois era o único momento mais tranquilo. No retorno de viagem, eu parei no meio da estrada a noite com o tanque seco, sem lugar para conseguir combustível e sem hotel na cidade. Saí por Monte Azul Paulista batendo de casa em casa procurando o dono do posto para me ajudar. Cordialmente, consegui achá-lo e ele me cedeu um galão de gasolina para chegar em casa com segurança.

José Mario Gasparini: Tudo o que passamos rendem ótimas histórias. Desde quando comecei aos 18 anos, hoje tenho quase 60, trabalhei com muitas pessoas que se tornaram meus grandes amigos. Hoje vejo os filhos desses amigos,  de gente que batalhou para que todo esse mercado desse certo, atuando no ramo e seguindo os mesmos passos. Tenho muito orgulho de ver a nova geração. Essa união entre profissionais fez, e ainda faz, a diferença na nossa história. Agradeço a Deus por estarmos aqui firmes com o trabalho sendo reconhecido todos os dias. Me emociona lembrar que ser um representante é ter garra e muita força de vontade para seguir.

Deixe uma dica de leitura para quem está começando na carreira e quer seguir como um representante?

Wilson Granzotto: Quando comecei na área de vendas ganhei um livro chamado “Sucesso é dor”, de Rogério Caldas, que me marcou muito.

José Mario Gasparini: Eu recomendo muito um chamado “O maior vendedor do Mundo”, de Og Mandino. Ele marca o começo de toda minha carreira.